Leucemia aguda mais comum
Maior incidência nos adultos: a
partir dos 15 anos, incidência cresce com a faixa etária
Discreto predomínio no sexo
masculino
Subtipos (FAB)
M0, M1, M2, M3, M4, M5, M6, M7 e
M8
Definidas a partir da célula
precursora hematopoiética que sofre o bloqueio de maturação e origina o clone
neoplásico
Clínica, prognóstico e
terapêutica variáveis de acordo com os subtipos
M0: Bloqueio de maturação na Stem
Cell – LMA extremamente indiferenciada, péssimo prognóstico
M1: LMA indiferenciada –
precursor mielóide, péssimo prognóstico
M2: leucemia mieloblástica aguda
– precursor no mieloblasto
M3: leucemia promielocítica aguda
– afeta os promielócitos (anteriormente, a de pior prognóstico)
M4: leucemia mielomonocítica
aguda – afeta os monoblastos
·
M4Eo: com eosinofilia medular – excelente
prognóstico (associada a inversão do cromossomo 16)
M5: leucemia monocítica aguda –
bloqueio de precursores intermediários na cadeia monocítica
M6: eritroleucemia aguda –
bloqueio de maturação do pronormoblasto
M7: leucemia megacariocítica
aguda – bloqueio no megacarioblasto
Tríade clássica
Astenia: anemia
Sangramento: plaquetopenia
Febre: neutropenia
A leucocitose no sangue
periférico é reflexo do aumento de blastos, que não exercem funções
imunológicos
A neutropenia (febre) sempre
indica tratamento para infecção
Sinais clínicos
Hepatoesplenomegalia
Infiltração cutânea (leukemia
curtis)
Cloroma (M2): sarcoma
granulocítico – acúmulo focal de blastos, podendo aparecer em qualquer tecido,
mas comumente aparecem na órbita
Hiperplasia gengival (M4 e M5)
Coagulação intravascular
disseminada (M3)
Síndrome de leucoestase:
obstrução microvascular generalizada devido ao excesso de blastos no sangue
periférico; comum em paciente com mais de 100.000 leucócitos – cursa com
disfunção neurológica, respiratória, renal, priapismo, etc
Diagnóstico
Biópsia + aspirado de medula
óssea com > 20% de blastos (OMS)
Aspirado
Citologia da medula óssea
Identificação: tipos celulares e
morfologia das células
Reconhecimento do blasto mieloide
(tipagem): critério morfológico, citoquímico e imunofenotipagem
Blasto mieloide: bastonetes de
Auer – representam cadeias de lisossomos fundidas (patognomônico); grânulos
azurófilos citoplasmáticos
Imunofenotipagem: CD34, CD33,
CD14 e CD13 – método mais acurado para identificar a origem do blasto
Citogenética: deleções inversões
hiperploidias
Cariótipos mais importantes:
Bom prognóstico:
·
T(8:21): M2
·
T(15:17): M3
·
Inversão (16): M4
Mau prognóstico:
·
CD 34: associado a LMA M0
·
Subtipos da “ponta” (M0, M1, M6 e M7)
·
Proteína MDR: “bomba de efluxo” de
quimioterápicos – respondem mal ao tratamento
·
Idoso (CD 34 e MDR), hiperleucocitose (>
50000)
Biópsia
Histopatologia da medula óssea
Identificação: celularidade,
fibrose, infecções, doenças infiltrativas
TRATAMENTO
Medidas de suporte
Transfusão de plaquetas
(1U/kg)
·
< 50.000/mm³ + sangramento em mucosas ou
órgãos internos; submissão a procedimentos invasivos
·
< 10.000/mm³ - profilática
·
< 20.000/mm³ - febre ou infecção
Coleta de hemograma após 1 hora
de transfusão: espera-se incremento de 30.000 plaquetas; se inferior a 10.000,
o paciente é considerado refratário (causa mais comum: aloimunização contra o
HLA)
Conduta para pacientes
refratários: bolsa de plaquetas HLA compatível ao paciente
Prevenção de aloimunização:
utilização de hemocomponentes leucodepletados
Antibioticoterapia
Em casos de neutropenia febril:
Antibioticoterapia empírica e imediata
Neutropenia febril (urgência
médica)
·
< 500 neutrófilos
·
Temperatura oral > 38,8ºC ou >
38º C por mais de 1h; temperatura axilar > 37,8º C
·
Coleta de 2 amostras de hemocultura antes da
Antibioticoterapia, ou culturas de outros possíveis focos de localização da
infecção (de acordo com suspeita clínica)
·
Germe comum na neutropenia febril: Pseudomonas aeruginosa
Cefepime (cefalosporina de 4ª
geração) – 1ª escolha
Associação com vancomicina é
usada em casos de hipotensão, infecção do cateter ou infecção cutânea
Associação com anfotericina B é
usada em casos de febre após 4 a 7 dias de Antibioticoterapia empírica,
evidências de infecção fúngica na TC de tórax (sinal do halo no pulmão - Aspergillus) e seios da face; perante
realização de antigenemia positiva
Terapia específica
Redução da remissão
Ara-C + antraciclina (7 + 3)
Controle com aspirado após 7 dias
após tratamento: presença de < 5% de blastos na medula e ausência de blastos
na circulação periférica indica que terapia está tendo sucesso na remissão
Consolidação da remissão
Prognóstico bom: QT – altas doses
de Ara-C
Prognóstico ruim: transplante
alogênico
Chance de cura: 50 a 60%
Tratamento M3
Portadores de M3 liberam fator
tecidual espontaneamente, ocorrendo CIVD
Tendência a hemorragias graves,
principalmente nas semanas iniciais da doença
Tratamento de escolha: ATRA
(ácido transretinoico)
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